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Diálogo mudo

 

 

J’ai rien à dire.

(Há sempre algo)

J’ai rien à dire.

(além do que fica

a  t  r  a  v  e  s  s  a  d  o

na garganta?)

J’ai rien à dire.

(Sempre)

J’ai rien à dire.

(palavras

palavras

palavras)

J’ai rien à dire.

(Há sempre texto)

J’ai rien à dire.

(Já sem

pretexto,

C A L o)

J’ai rien à dire.



Escrito por Traça de biteoteca às 13:21:29
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aula pergunta sentou conversa sorriso tchau você vem? venho tão bom! não vem veio sorriso será? piada conversa pergunta pode ser e-mail texto trabalho aula olhares sorriso notados acabou literatura escola mestrado ônibus tchau rápido e-mail resposta telefone orkut musica sms bebida que falta! ressaca seguinte relatório estudo pausa pergunta resposta porta pizza beijo que folga! sono café relatório terminei facul abraço beijo amanhã facul beijo abraço estágio depois aula conversa disfarça me beija! tchau? que nada não durmo manhã trabalho facul abraço que sono! cansaço amanhã? sábado cinema? sem susto cerveja abacate domingo vinho carne arroz amor soooooono

 

hoje amanhã e depois...


------------------------------------

 Debulha-me...
Priva-me de cada grão.
Debulha-me...
Prova-me em cada grão.

 

Espiga que
estica que
estira que
expira.

Respira ao teu senão.

 



Escrito por Traça de biteoteca às 23:29:36
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Eu bem que avisei

E o que mais você esperava? Não disseram que todas as histórias já foram contadas? As suas têm sempre o mesmo final.



(saudades dos textos com desfecho em aberto)



Escrito por Traça de biteoteca às 18:38:32
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Derradeiro

 

To realize

Darse cuenta

S’apercevoir

 

Apenas novas maneiras

de perceber  o fim inevitável.



Escrito por Traça de biteoteca às 18:45:26
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Andando em círculos

 

Bem me quer?

Não me quer.

 



Escrito por Traça de biteoteca às 18:43:30
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Tentativa e erro

 

Outra vez
mais uma vez
o mesmo dia
a mesma apatia.
(Ao menos valia?)

Outra vez
era uma vez
o par perfeito
o ar rarefeito.
Sonhar desfeito.

Outra vez,
uma vez ou outra...
Quem sabe na próxima?
- Tem quem acerte
de vez?

 



Escrito por Cosmopoetisa às 20:04:04
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Desabafos...

 

Manhã excepcionalmente produtiva (do ponto de vista da escritora). Apenas um alerta: quantidade não é qualidade.

-----------------------------------------

Sabe, eu amo escrever. Esse é meu primeiro amor frustrado. Sou uma amante desajeitada que deixa que as palavras sempre escorram por entre os dedos antes de pegá-las de jeito. Sou insegura e indecisa, nunca sei muito bem se quero essa ou aquela. Acabo por querer todas, mesmo sabendo que apenas uma realmente completa o discurso – no texto de quem não sabe que dizer...

Sobre o amor físico, não há muito mais o contar. Piso em ovos, teimo que não estou apaixonada. Sou insegura e indecisa: esta é a sina de uma condenada. E ele não é diferente dos demais.

Se a psicologia comportamental prega que estímulo e castigo condicionam um indivíduo, por que diabos eu continuo insistindo? Talvez não tenha levado choques suficientes – porque a dor, esta persiste até mesmo quando penso que está acabando.

Por favor, ajude-me a escolher novas palavras...

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Não posso culpar o afastamento: você dava adeus antes disso. Míope, não vi o aceno. Chamei mais forte e tive direito à ilusão. Ilusão mais longa que a habitual, daquelas que deixam resquícios provocadores de miragens. Agora cega, já não via além da minha imaginação.

Mas a realidade persegue, força a abrir os olhos, e por fim, enxerguei o primeiro senão. Reparei nos gestos distantes, li as palavras vazias. Ecos de solidão. Confortei-me no mentir a mim mesma, recusando sinais e indícios. Refugiei-me num canto escondido de um passado imaginário, onde o futuro não era só escuridão.

E deixei meu texto enveredar por rimas toscas, pensando que talvez assim tais palavras retumbem em seus ouvidos, desçam garganta abaixo e retornem lentamente num movimento conjunto de língua, dentes e lábios. Sem som. Um último beijo, é o que espero. Nada mais. E por fim seguiremos nossos caminhos...

 

 

 



Escrito por Cosmopoetisa às 16:53:54
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Palavras entaladas na garganta não vazam por entre os dedos.
Gritos silenciosos ensurdecem que os ouve diariamente.
Estou no centro, não sou centrada.
Persigo versos que nunca existiram: me perco no (   ).

Em meu caminho não existe uma pedra...
(ou deixei de caminhar antes de encontrá-la?)



Escrito por Cosmopoetisa às 21:54:58
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Vazio

 

A l  i  n e.
A l Ø n e...



Escrito por Cosmopoetisa às 21:24:33
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Agora chove...

il                           
                   d'
          n'y                         
                           é 
                  a                           
                                   toi
                         plus                        
                                         les
                                     



Escrito por Cosmopoetisa às 00:16:45
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O dia ainda não virou, mas as estrelas já se exibem no céu há horas. Esgotei meu limite de filosofar neste final de semana. Mas, se assim é, e estou certa disso como dois e dois são cinco, por que ainda estou incomodada?

O primeiro passo foi o filme: Cristinas me incomodam, talvez porque eu me veja demais dentro delas. A pessoa que está sempre em busca... De quê? Quatro anos atrás eu apenas começava a sentir, tomar um novo rumo que até hoje, depois de passos, correrias e tropeços, ainda não descobri onde vai dar.

Fico no impasse entre o narrador e a personagem: quero ser o primeiro mas a cada dia me amedronta mais a hipótese de jamais deixar de ser a segunda. Manipulada em demasia, destituída do poder sobre o meu destino. Grande merda o destino: não importa o trajeto, pois estaremos sempre amarrados ao tempo. 



Escrito por la pianiste às 23:02:50
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Eu queria cosneguir reproduzir aqui o tamanho da minha felicidade neste final de semana. Há pouco menos de duas semanas de viajar, estou vacinando meu coração pra saudade que vou sentir aqui. Daí que tive overdose de amigos (só os melhores!), e de lambuja voltei a acreditar que existe vida inteligente em São José do Rio Preto. Txs ao Gordo e a sua super popularidade. Acho que em dois mees aqui ele já coenhce mais gente que eu que vivi praticamente a minha vida toda. 

Bem, agora vamos ao pq da minah felicidade. Depois do meu trauma do ano passado, qdo fui viajar e quis me despedir dos meus amigos mais próximos e apenas um deles aparece (justamente o que, curiosamente, não deu as caras este ano), eu não queria fazer despedida de ninguem. Daí trÊs pessoas da minah sala vieram em perguntar se eu não ia fazer nada e eu realmente não ia fazer... Mas uam dessas pessoas foi se tornando uma boa amiga nos últimos três anos e, ela, que nunca vai a lugar nenhum com o pessoal da minha sala, me fez prometer que ia fazer alguam coisa. Me armei de irmã e fiz o convite por e-mail. Foi pouca gente, alguns se desculparm, outros furaram, outros eu nem sei se ficaram mesmo sabendo e alguns acho que não viriam de jeito nenhum (afinal eu não sou nenhuma Miss Simpatia e tenho noção que tem gente que simplesmente não gosta de mim). O importante que todos aqueles que realmetne importam estavam lá. E agradeço aqui a cada um por aparecer e tornar a primeira parte da minha noite pra lá de agradável (além de saborosa).

A segunda parte da noite de sexta deve-se a vários coisas, em especial, a cerveja!!! hehe  O trio de amigos mais bacanas pra enfrentar um bar (já disse e repeti um milhao de vezes, qdo venço minha preguiça e saio com eles, nunca me arrependo), e mais quatro "penetras". Sabe qdo vc tem uma má impressao inciial que se desfaz completamente com o passar da noite? Quando aceitei o convite do Gordo, eu estava sob a euforia da pizzaria e logo que cheguei no ape deles, eu me perguntei o que estava fazendo ali... Fabao e Carol nao estavam (teriam viajado?) e tinha 4 estranhos... Sei lá, eu não faço amizade assim tão rápido... Tirei minah duvida rapidamente, o casal estava a caminho (Gracias). e em cinco minutos saimos dali rpa um lugar perdido perto de onde mesmo? nem sei. Cerveja cara e quente, em parece. Eu estava na agua: morrendo de sede. Sem muito papo com "aquele povo" e pondo a coversa em dia coma  Carol, que eu não via há algum tempo. Fabão pediu pra ir pra outro lugar. E toca pro Peixe...

O sono começoua  atacar, resolvi beber um pouco. Estava meio entediada,a  Carol estava meio longe e eu puvindo a conversa dos oturos. Não sabia o nome de ninguem (muita informação pra uma cabeça soh). Depois de falarmos um pouco sobre Londrina, uam das meninas pergunta pra outra se todos nos trabalhavamos em jornal. A outra diz que nao, diz onde cada um trabalha e olhando rpa mim, sorrindo, "a Aline é funcionaria publica, ams o Gordo nao me disse onde vc trabalhava". Entao eu falei a palavra mágica: UNESP! rs

O garoto ao lado da menina fez uam cara de assustado: trabalha onde na UNESP? Expliquei e tudo... Ele ficou um pouco pensativo. E eu achei que tinah sacado. Muito bem, quem é que vc coenche lá dentro? Ele hesitou um pouco pra dizer. Eu to fazendo a minha segunda faculdade!!! kkk E depois eu acho que só eu faço esse tipo de loucura. O que lembro daih em diante é que amolei o rapaz até o final da noite, falando de aulas, professores, de trabalho, etc, etc, a ponto de esquecer da hora. E voltei ainda mais feliz pra casa, pensando que é possivel sim conhecer gente nova, é possivel sim conhecer gente que tem valores parecidos com os meus, mesmo em Rio Preto. E ainda que eu esteja de partida, isto me deu uma grande vontade de voltar: voltar pra achar essas pessoas que tão escondidas por aih nos bares, nas bibliotecas, nas folhas dos cadernos... rs

Pra encerrar o final de semana com chave de ouro, nada melhor que reunir a sua antiga republica de facudlade pra comer no restaurante do japones, falar de passado, presente e futuro e fofocar sobre os outros! Post nada literário, como puderam observar! Alegria não combia com literatura!



Escrito por la pianiste às 22:03:45
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Acho que extrapolei um pouquinho dessa vez. Quase três meses. No fim de semana é aniversário da minha irmã e há duas semanas que eu não durmo direito. Sabe, coisas boas nem sempre fazem bem. Paradoxal, não? Mas, vamos às novidades.

I have butterflies in my stomach. Acho que passaria o dia chorando, se soubesse que não há ninguém para decepcionar. E isso pq estou prestes a realizar O sonho. Dessa vez o sonho de verdade: 6 meses inteiros. Largar emprego, largar minha família, largar minha vida... e começar tudo de novo, lá, do outro lado do Atlantico.

Se no primeiro dia eu queria chorar de felicidade e mal continha o tremor de minhas mãos e o sorriso no rosto, hoje... Deus, eu preciso deixar de ser tão ansiosa!! Há duas semanas que durmo mal, mais precisamente desde a segunda-feira passada, quando soube que tinha conseguido uma bolsa para estudar em Portugal. Acelera que vc tem que devolver o contrato assinado, abrir conta em banco, mandar tudo pra São Paulo, não sabe o endereço, envia errado, paga o sedex, manda por malote, confirma, recebeu.

Ufa! pausa. Feriado de começo de novembro. poe a cabeça no lugar. faz prova, vc precisa garantir o emprego futuro, e o de agora, vc nao vai tentar a gente sempre tenta, mas nao vai dar certo eu sei que nao,e se nao der, e se tudo for errado e se...

O visto leva dois meses, a carta de aceite outros dois. Eu soh tenho três e agora? Cadê os papéis? Quero assinar todos os papéis. Logo! E os papeis não chegam. Correio, dez dias pra ir, dez pra voltar. Me passa o arquivo por e-mail. Digitaliza. PDF. Manda por fax. Copia autentica carimba. Duas vezes. Mais uma pra garantir. Informaçãoes trocadas. Ai, meu Deus. O coração apertou. Alguém me segura. Não, não deixa a lágrima cair. VC sabe? e Vc? Por favor, me ajuda. Só mais um pouquinho. Inventa a máquina do tempo e pára tudo. É, pára. Eu preciso respirar!



Escrito por la pianiste às 13:33:13
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Paris, tu me manques beaucoup

Bom...

Já tem dois meses desde a última vez que passei por aqui. Pouca coisa mudou. O post anterior já é passado enterrado e, há alguams semans, eu tenho vivida uma paixão delirante com a língua francesa, como se eu fosse uma amante desastrada, que nunca toca o companheiro da forma adequada.

dez horas de francês semanais. Muito bem: não são as 24 hroas diárias de Paris. Mas é bastante coisa! Acho que nunca me dediquei dessa maneira ao inglês e, apesar de algumas crises de rebeldia, sei que ele já está razoavelmetne domesticado. Mas a linha francesa insiste em em arranhar com garras afiadas e erres guturais... Rrrrrrrrrrr. L'enfance qui ronrone dans le chansons de Carla Bruni... L'amour qui ne me va pas... Une nouvelle professeur. Des gaffes! Des mestrages du metro.

Ficam alguns videos para eu continuar a chorar sem lágrimas (e vcs se encantarem um pouco mais com Paris! Ah, je t'aime!)

Este videozinho de six minuits é um dos curtas que compoe o "longa" Paris, je t'aime, o qual eu ainda não consegui assistir pq em Hell Preto coisa desse tipo não chega. Acho que o Fernando não entra mais aqui, mas se entrar, ele com certeza vai ficar melancolico. Passei a maior parte do meu tempo em Paris nesse Arrondissement , o 14eme. C'était l'arrondissement de l'AF. E, no meu caso, foi dificil nao sentir um "frisson" ao ouvir a conclusao da protagonista. Pq eu acho que tb me senti daquele jeito em Paris...

Esse eu tenho que agradecer à Aurélie, nossa nova prof de français. Eh a historinha de amor mais fofa que já vi na vida! E a que irá substituir "Antes do Amanhecer" nas minhas futuras crises romanticas.

Por último, o "clip" do Snow Patrol que me fazia chorar toda vez que o via, logo que cheguei de Paris. Fazia? Ainda fez! O "clip" na verade é um corte do court-metrage do cineasta francês Claude Lelouche, que tem, originalmente, nove mintuos. Nessa versão, o barulho do motor de uma ferrari (sim, não eh um carro qualquer, é uma ferrari que chega a andar a 230 km por horas, sem parar um unico segundo) é substituído pela música que virou sinônimod a últiam temporada de E.R. Gostod a música, entao, pra mim, é lucro! Se vc não gostar, procure no Youtube uma versão sem a música. Vale a pena!



Escrito por la pianiste às 19:45:55
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Mon conte de fées

Agora sim... livre do post anterior, que ficou esqeucido aqui por uma pequena eternidade, eu posso contar novidades. Na verdade não posso, pq elas são proibidas. São erradas? Nem sei mais. Minha noção de certo e errado fica a cada dia mais distorcida. Estou precisando reaprender a amar, com força, sem expectativa, com vontade. O candidato um não espera nada. O candidato 2 já me fez esperar muito. E o principe encantado deve estar vindo da Europa (mas como ele vem à cavalo, teve que parar quando chegou ao Oceano Atlantico). Penso sempre que o efeito da maçã envenenada já passou, ams abrir os olhos em meio a uma multidão e encontrar esse alguém especial é tão difícil (vivo eu presa num pesadelo?). Não estrou triste, ha pouco dias me achava feliz e creio que estou voltando à apatia. Bom? Ruim? Sinceramente não sei. Alguém sabe onde posso encontrar pó de pirlimpinpim para voar alto outra vez?

Escrito por la pianiste às 18:16:42
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